Apesar de apoio sem precedentes, Assembleia da ONU não consegue maioria para aprovar condenação ao Hamas

Embora o projeto de resolução apresentado pelos EUA tenha obtido uma maioria confortável de votos, a Assembleia Geral das Nações Unidas reunida nesta quinta (6) não conseguiu a maioria de dois terços exigida para aprovar a condenação ao Hamas por lançar foguetes e balões incendiários contra território israelense. O texto precisava de uma maioria de dois terços para ser aprovado: 87 países votaram a favor, 57 se opuseram, 33 se abstiveram e 23 estavam ausentes. Os líderes israelenses ainda elogiaram o resultado como uma demonstração de amplo apoio à sua posição contra o grupo terrorista, que durante anos atacou Israel com foguetes, bombas e, recentemente, balões incendiários. “Hoje conseguimos uma pluralidade. Essa pluralidade teria sido majoritária se a votação não tivesse sido sequestrada por uma medida política”, disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, após a votação. “Mas em uma voz forte e corajosa, levamos o Hamas à justiça”, acrescentou.

A resolução, intitulada de “Atividades do Hamas e outros grupos militantes em Gaza”, pretendia condenar o Hamas “por lançar sistematicamente foguetes contra Israel e por incitar a violência (na fronteira) e, assim, colocar civis em risco”. Se aprovada, teria sido a primeira medida Assembleia Geral a condenar o Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu aos 87 países que votaram a favor da medida, destacando que o apoio foi “uma posição de princípio contra o Hamas”. O Hamas, considerado como um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos, Europa e outros países, elogiou o fracasso da resolução definindo a rejeição como “um tapa na cara” da administração do presidente dos EUA, Donald Trump (Raphael Ahren, Times of Israel).