20 de Outubro de 2017 English Español עברית

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Calendário Judaico

Quinta, 12 de Outubro - Simchat Torá (véspera)
A comemoração da festa judaica de Simchat Torá (Júbilo da Torá) teve início durante o exílio dos judeus na Babilônia (587-539 AEC), após a destruição do Primeiro Templo, em Jerusalém. Antes do exílio, a leitura da Torá era feita em períodos de três anos; na Babilônia, passou a ser lida com periodicidade anual. A festa não foi celebrada na Terra de Israel até o final do primeiro milênio. Assim, é uma comemoração originada na diáspora. A tradição de comemorar com alegria o término da leitura da Torá começou durante o nono e décimo séculos da era comum, no tempo dos Geonim [presidentes de duas academias talmúdicas na Babilônia], e o nome original da celebração não era "Simchat Torá", mas sim "Iom Habrachá" [O Dia da Bênção], em homenagem a "Vezot Habrachá", o último capítulo de Devarim [Deuteronômio]. O nome Simchat Torá teve origem na Espanha, depois do primeiro milênio. Simchat Torá é marcada por muita alegria e dança com os rolos de Torá, ao redor da bimá (púlpito usado para a leitura). Há também uma leitura especial feita pelas crianças. A leitura regular é feita semanalmente, em trechos chamados de parashiot ou, no singular, parashá (porção), concluindo-se em um ano, justamente em Simchat Torá. Em algumas comunidades, manteve-se o costume de se completar as leituras em um ciclo trienal. Nestas, lê-se anualmente um terço das parashiot. Nas sinagogas, a Torá é lida às segundas e quintas-feiras e aos sábados, além das datas festivas e no início de cada mês do calendário judaico. Em Simchat Torá, três rolos são tirados da Arca. No primeiro, a última porção da Torá - Vezot Habrachá - é lida. A primeira porção de Bereshit [Gênesis] é lida no segundo rolo; finalmente, o Maftir, trecho dos profetas que acompanha a leitura, é lido no terceiro rolo. A leitura da Torá prossegue em ciclos que nunca se encerram e mostram que não há fim no Livro sagrado, que deve ser lido e estudado constantemente, formando um dos elos na eterna união entre D'us, Torá e Israel. Shemini Atzeret, que significa "reunião solene no oitavo dia” (Mamidbar-Números: 29-35) é um feriado de origem bíblica que antecede Simchat Torá e comemorado após o sétimo dia de Sucot. Na diáspora, é comum se referir ao primeiro dia do feriado como Shemini Atzeret e ao segundo, como Simchat Torá. Em Israel, Simchat Torá é celebrada no primeiro e único dia de Shemini Atzeret.
Quarta, 04 de Outubro - Sucot (véspera)
(Festa das Cabanas ou dos Tabernáculos) Festa que começa no 15º dia do mês de Tishrei. É uma das três maiores festas do calendário judaico, as quais são conhecidas como “Shloshet ha Regalim”. Elas têm origem na antiguidade, quando o povo de Israel peregrinava para o Templo de Jerusalém. Sucot relembra os 40 anos da trajetória dos judeus no deserto, após a saída do Egito. Nesse período, o povo era nômade e vivia em pequenas tendas ou cabanas frágeis e temporárias. Por isso, o principal costume da festa atualmente é a construção de uma Sucá (Cabana), onde os judeus fazem pelo menos uma refeição, com o objetivo de recordar o que passaram seus ancestrais no deserto. Em latim, a palavra Sucá foi traduzida como Tabernaculum, que significa abrigo provisório ou cabana. Como a festa coincide com a estação das colheitas em Israel, o período também é conhecido como festa das colheitas. No fim da festa de Sucot, os judeus celebram outro feriado, chamado de Shemini Atzeret e Simchá Torá. Em Israel, essas passagens no calendário são comemoradas em um único dia. Nas comunidades judaicas da Diáspora, são dois dias. Uma das principais características do feriado é que ele marca o final do período anual de leitura da Torá e a abertura de um novo ciclo de leitura e estudos das escrituras sagradas.