26 de Abril de 2017 English Español עברית

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Calendário Judaico

Segunda, 24 de Abril - Iom HaShoá
Iom HaShoá (Dia do Holocausto) Feriado nacional de Israel. A data é dedicada à lembrança das vítimas do Holocausto perpetrado pelos nazistas e seus colaboradores durante a Segunda Guerra Mundial. Chamada de Iom HaShoá VehaGvurá (Dia do Holocausto e da Coragem), a data também celebra o espírito de resistência de todos os judeus que pegaram em armas para combater as tropas nazistas, mesmo sabendo que não tinham chances de vencer ou sobreviver. O episódio mais famoso é o levante do Gueto de Varsóvia, que começou em abril de 1943, quando os nazistas decretaram a liquidação do gueto judaico na capital polonesa e iniciaram o envio de seus habitantes para os campos de extermínio, como o de Treblinka. Por este motivo, a data inicial proposta para celebrar o feriado foi o dia 15 do mês hebraico de Nissan, dia no calendário judaico que marcou o início da revolta no gueto. Mas a proposta foi rejeitada devido ao fato de coincidir com o primeiro dia de Pessach, a Páscoa judaica. O feriado, aprovado como lei por David Ben Gurion, em 1959, foi estabelecido no 27º dia de Nissan, por se antecipar em oito dias aos festejos de Iom Haatzmahut (Dia da Independência de Israel), em uma analogia da tragédia e da redenção do povo judeu após o Holocausto. No Iom Hashoá, as sirenes soam por dois minutos e os israelenses param tudo o que estão fazendo em homenagem às vítimas do nazismo. O ato central do feriado se realiza no Memorial Yad Vashem, em Jerusalém, que além de museu e monumentos, concentra um dos maiores arquivos do mundo de imagens e textos sobre o Holocausto.
Segunda, 10 de Abril - Pessach (véspera)
(Páscoa judaica) Festa que comemora o êxodo dos judeus do Egito antigo, liderados por Moisés, e o surgimento de sua identidade como povo e nação. A tradução literal do nome da festa é “passar por cima”, em referência à última das dez pragas, à qual, segundo a tradição judaica, o faraó e o povo egípcio foram submetidos por não libertar os judeus da escravidão. Conforme o texto bíblico, o anjo da morte passou por cima das casas das famílias judias e entrou em cada lar ou propriedade egípcia, levando a alma de todos os primogênitos. Foi apenas depois dessa praga que o “coração do faraó teria amolecido”, permitindo a saída dos judeus do país. Pelo calendário hebraico, o êxodo ocorreu no mês de Nissan do ano de 2448, o que seria equivalente a abril de 1313 A E.C. De acordo com a Bíblia, três milhões de pessoas deixaram o Egito, sendo que entre elas havia 600 mil homens adultos (acima dos 13 anos). O episódio está narrado no livro Êxodo, do Pentateuco. A festa é comemorada por oito dias nas comunidades judaicas em todo o mundo. Em Israel, são sete dias de festa. Ela começa ao entardecer do dia 14 do mês Nissan. Pelos costumes judaicos, é vedado comer alimentos fermentados e à base de farinha de trigo, como forma de lembrar o que passaram os antepassados durante a saída do Egito. Nas primeiras duas noites, é realizado um jantar especial chamado de seder. Nele, é narrada a história do êxodo, faz-se a leitura de bençãos, cantam-se músicas judaicas e come-se o pão ázimo (matzá) e ervas amargas (maror). Nos últimos dias da festa, é costume realizar uma refeição para marcar o fim do período e reza-se em memória de familiares mortos.