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Conib participa de homenagem a Israel na Câmara de Porto Alegre

12 Mai 2017 | 17:25
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Com a presença do presidente da Conib, Fernando Lottenberg, Câmara Municipal de Porto Alegre realizou nesta terça-feira, 9 de maio, sessão solene em homenagem ao aniversário de 69 anos do Estado de Israel, por iniciativa do vereador Valter Nagelstein. Veja vídeo do evento, postado pela Hora Israelita.

Leia abaixo o pronunciamento de Fernando Lottenberg:

"Excelentíssimo Senhor Vereador Reinaldo Pujol, que preside esta sessão, na pessoa de quem saúdo a todos os demais vereadores desta casa; Sr. Zalmir Chwartzmann, presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, na pessoa de quem saúdo a todos os integrantes da Comunidade Judaica Gaúcha; Sr. Henry Chmelnitsky, presidente do Conselho das Entidades Judaicas, demais integrantes da mesa; senhores e senhores, boa noite!

Estamos honrados com o convite para participar desta Sessão Solene em homenagem aos 69 anos da criação do Estado de Israel, iniciativa proposta pelo vereador Valter Nagelstein.

Estar aqui é sempre uma grande satisfação. Porto Alegre é uma das cidades mais interessantes do nosso pais. Forte nas suas tradições e costumes, tem uma característica marcante, justamente pelo fato de ter recebido imigrantes de várias regiões do mundo.

Alemães, italianos, espanhóis, africanos, poloneses, judeus e libaneses, entre outros. Este mosaico de variadas faces e etnias criou uma cidade cosmopolita e multicultural. Israel tem um traço semelhante, na medida em que recebeu imigrantes das mesmas regiões daqueles que vieram para Porto Alegre, e também de outras partes do mundo.

A criação do Estado de Israel marca um momento histórico da trajetória do povo judeu, que por muitos anos perambulou de um exílio a outro, à mercê das circunstâncias, do destino e, muitas vezes, por consequência da intolerância que sofreu principalmente na Europa.

Ao longo de 2000 anos, o povo judeu nunca se esqueceu dos tempos em que viveu na Terra Santa. Foi naquela região que vários capítulos de nossa trajetória coletiva, como civilização, foram escritos. Com números maiores ou menores, a presença judaica sempre foi constante naquele pequeno território tão observado, desejado, visitado e invadido.

A criação do Estado de Israel foi um direito obtido de modo legítimo e apoiado pelas mais expressivas lideranças políticas da época. Nasceu logo após um período difícil para a história da humanidade, a II Guerra mundial, e particularmente trágico para o povo judeu, na medida em que 1/3 dos judeus morreram na guerra ou confinados em campos de concentração e extermínio.

Jamais esqueceremos o papel determinante da Assembleia Geral da ONU, presidida pelo embaixador Oswaldo Aranha, um gaúcho, por ocasião da aprovação da partilha da Palestina. Nós, brasileiros, temos que nos orgulhar deste momento histórico.

Não obstante, essa semana, exatamente no dia em que estava sendo celebrado o dia da Independência em Israel, sofremos um duro golpe com a posição do governo brasileiro, que votou a favor de uma resolução na UNESCO de claro viés anti-israelense. A resolução é mais uma tentativa lastimável e persecutória dos países patrocinadores da resolução e da UNESCO de tentar negar a verdade histórica e os laços do povo judeu com Jerusalém. Na realidade, o ônus da desmoralização recai sobre ela própria.

Manifestamos na mesma data nosso desconforto ao governo brasileiro, em relação a esse tema.

Somos orgulhosos da nossa condição de sermos brasileiros, e temos ao mesmo tempo vínculos importantes com o Estado de Israel. Temos amigos, familiares e uma ligação histórica e espiritual com aquele pequeno do país do Oriente Médio.

A tarefa de incrementar as relações Brasil-Israel tem sido uma das prioridades da Conib. Após mais de um ano, temos novamente um embaixador de Israel no Brasil, para comemorar conosco esta data. Foi necessário muito empenho, de várias pessoas nos dois países, para que pudéssemos ter este desfecho.

Recentemente, levamos a Israel oito lideranças do Congresso Nacional, incluindo a Senadora Ana Amelia. Temos tido também abertura para tratar, com o Ministério da Indústria e Comércio, sobre o incremento das relações comerciais, culturais e tecnológicas entre os dois países. O mesmo tema foi tratado em recepção que oferecemos ao novo embaixador do Brasil em Israel, Paulo Cezar Meira de Vasconcellos. Estimulamos a construção de uma agenda positiva, que possa beneficiar os dois países.

Caros amigos,

Israel está próximo de completar 70 anos de existência, com uma notória contribuição para o mundo. É um pais com características peculiares e que tem ofertado para o mundo soluções aos desafios da vida contemporânea.

Dentro da tradição judaica de dar importância central à justiça social, o país oferece ajuda humanitária por todas as partes: no Haiti, no Nepal, na Indonésia, entre outros. Possui uma agência de cooperação internacional, que já ajudou 140 países em desenvolvimento no combate à pobreza, em serviços básicos de saúde e educação e em técnicas agrícolas. Além disso, oferece ajuda médica a crianças de diversos países árabes, incluindo vítimas da guerra civil na Síria.

No cuidado com o meio ambiente, também se destaca: é líder mundial em conservação de água e reflorestamento, reutilizando 75% de recursos hídricos na agricultura – a taxa mais alta do mundo. Israel é uma das poucas nações que possui mais árvores no início do século 21 do que possuía no início do século 20, apesar de estar em região desértica.

Os judeus são conhecidos como o “Povo do Livro”. Israel justifica a fama: 97% de sua população é alfabetizada. Esta é a segunda maior taxa de alfabetização do mundo.

A Declaração de Independência de Israel garante a liberdade de religião e consciência e a igualdade perante a lei para seus cidadãos, independentemente de origem. Israel é provavelmente o único país da região que salvaguarda a liberdade de culto das três religiões monoteístas. Isso é ainda mais evidente em Jerusalém, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos. Israel é uma sociedade democrática e, no seu parlamento, há representantes de vários de seus segmentos.

Um país moderno, mas que preserva sua tradição. Inovador, sem deixar de contemplar sua memória. Sobretudo, um país que pauta a construção de sua sociedade em valores e princípios, de acordo com seu “ethos” como nação, desde os tempos bíblicos.

Finalizamos essas palavras com a esperança sempre renovada de que possamos chegar o mais breve possível a uma situação de paz duradoura de Israel com seus vizinhos e manter o diálogo entre Brasil-Israel no mais alto nível.

Muito obrigado a todos, Shalom!"


Componentes da mesa diretora em Porto Alegre. Foto: Divulgação.





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