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Vinte entidades judaicas comemoraram juntas os 69 anos de existência do Estado de Israel

10 Mai 2017 | 17:28
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Vinte entidades judaicas paulistas se uniram para comemorar os 69 anos da Independência do Estado de Israel. O evento aconteceu entre os dias 1º e 7 de maio,  em São Paulo, com uma extensa agenda de atividades e uma programação cultural e festiva

O Ato Central em 7 de maio lotou o Teatro Arthur Rubinstein de A Hebraica, com a apresentação de um coral de 200 vozes e a presença dos presidentes Fernando Lottenberg, da Conib, Bruno Laskowsky, da Fisesp, e Avi Gelberg, de A Hebraica, além de Yossi Shelley, embaixador de Israel no Brasil, Dori Goren, cônsul de Israel em São Paulo e dos secretários Floriano Pesaro, representando o governador Geraldo Alckmin e Júlio Serson, representando o prefeito João Doria.

A extensa programação da semana contou com uma recepção oferecida pelo Consulado de Israel (veja fotos), apresentação musical no Colégio Renascença, harkadot (danças judaicas) na CIP e na Hebraica, cerimônia especial de Shabat  e palestra na Comunidade Shalom,  Feira da Comunidade da Na’amat Pioneiras São Paulo, Minecrafts (jogo de blocos) para as crianças e jovens, além da exposição fotográfica “Israel – ontem, hoje e sempre”, do Fundo Comunitário. 

Leia abaixo o pronunciamento de Fernando Lottenberg, no dia 7 de maio:

"Autoridades/ Senhoras e Senhores

Boa tarde a todos!

Estamos muito satisfeitos em participar dessa iniciativa comunitária conjunta para celebrar mais um aniversário do Estado de Israel.

Essa data marca um momento histórico da trajetória do povo judeu, que por muitos anos perambulou de um exílio a outro, à mercê das circunstâncias, do destino, em grande parte das vezes em consequência da intolerância.

Ao longo de 2000 anos, o povo judeu nunca se esqueceu dos tempos em que viveu na Terra Santa. Foi naquela região que vários capítulos de nossa trajetória coletiva, como civilização, foram escritos. Com números maiores ou menores, a presença judaica sempre foi constante naquele pequeno território tão observado, desejado, visitado e invadido.

Jamais esqueceremos o papel determinante da Assembleia Geral da ONU, presidida pelo Embaixador Oswaldo Aranha, por ocasião da aprovação da “Partilha da Palestina”. Nós, brasileiros, devemos nos orgulhar daquele momento histórico.

Não obstante, nesta semana, exatamente no dia em que estava sendo formalmente celebrado o Iom Haatzmaut, sofremos um duro golpe com a posição do governo brasileiro, que votou a favor de uma resolução da UNESCO, de claro viés anti-israelense. Essa resolução é mais uma tentativa lamentável dos países patrocinadores da resolução e da própria UNESCO, de tentar negar a verdade histórica e os laços do povo judeu com Jerusalém. Na realidade, o ônus da desmoralização recai sobre ela própria.

Manifestamos na mesma data nosso desconforto ao governo brasileiro, em relação a esse tema. Como brasileiros e judeus, temos o direito legítimo de demonstrar nossa contrariedade.

A tarefa de incrementar as relações Brasil-Israel tem sido uma das prioridades da Conib. Após mais de um ano, temos novamente um embaixador de Israel no Brasil, para comemorar conosco esta data. Foi necessário muito empenho, de várias pessoas nos dois países, para que pudéssemos ter este desfecho. Recentemente, levamos a Israel oito lideranças do Congresso Nacional. Temos tido também abertura para tratar, com o Ministério da Indústria e Comércio, sobre o incremento das relações comerciais, culturais e tecnológicas entre os dois países. O mesmo tema foi tratado em recepção que oferecemos ao novo embaixador do Brasil em Israel, Paulo Cezar Meira de Vasconcellos.

Israel está próximo completar 70 anos de existência, com grandes feitos e enormes desafios. Nosso maior anseio ainda não foi atingido: viver em paz. Há duas dimensões dessa paz. A primeira, de caráter interno, que aceita a diversidade do povo judeu e estimula a convivência, harmônica, entre as diferentes “tribos” da sociedade israelense. Como disse o presidente Rivlin quando tivemos um encontro: a secular, a ultraortodoxa, a religiosa-nacionalista e os árabes israelenses. Acrescentaria também uma quinta tribo: a da Diáspora. A segunda dimensão é externa, e diz respeito à convivência com os vizinhos que ainda não firmaram acordos de paz.

Israel é um pais moderno, mas que preserva suas tradições. Inovador, sem deixar de contemplar sua memória. Sobretudo, um país que pauta a construção de sua sociedade em valores e princípios, de acordo com seu “ethos” como nação, desde os tempos bíblicos.

Hoje estamos em festa e celebramos a convivência e a experiência comunitária, nosso vínculo afetivo e espiritual com a terra de nossos ancestrais e o país de nossos familiares e amigos.

Finalizamos essas palavras na expectativa de que possamos estar sempre dialogando com o Estado Judeu, debatendo e compartilhando nosso destino comum.

CHAG HAATZMAUT SAMEACH e SHALOM!"


Dror Yehezkel,Alon Alexander, Naama Yehezkel, Cecília Goren, Dori Goren e Fernando Lottenberg. Foto: Divulgação.



Os cônsules da Holanda, Cornelis Van Honk; da Alemanha, Uwe Heye; do Canadá, Stéphane Larue;
e dos Estados Unidos, Ricardo Zuniga. Foto: Divulgação.



Jornalistas brasileiros que participaram de workshops em Israel. Foto: Divulgação.



A cantora Gabriela Araújo participou do evento. Foto: Divulgação.





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