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Conib se manifesta sobre recentes medidas do Governo de Israel

03 Jul 2017 | 10:53
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A Conib lamenta a recente decisão do governo israelense, que suspendeu na semana passada as negociações para a possibilidade de homens e mulheres rezarem juntos em uma parte do Kotel (‘Muro das Lamentações’), em Jerusalém.

A medida fortalece apenas uma corrente do judaísmo, em detrimento das demais, que também proclamam de forma vibrante a força cultural da nossa tradição.

A diversidade e o pluralismo são uma característica do povo judeu, em Israel e na diáspora. Ao longo dos séculos, nossos sábios, pensadores, lideres exercitaram com muita propriedade a virtude do diálogo. Discordavam, divergiam, mas buscavam a união em torno dos interesses coletivos.

Infelizmente, o gabinete israelense desconsiderou o que tinha sido acordado com a Agência Judaica em 2016, após alguns anos de negociação entre diversos setores religiosos e da sociedade civil. A ideia de ‘um muro para um povo’ (“one wall for one people”), nas palavras do próprio primeiro-ministro, foram esquecidas. No ano passado, esse tema foi tratado por nós com Nathan Sharansky, presidente da Agência Judaica, que nos atualizou sobre o andamento das negociações e se colocou de forma otimista a respeito da possibilidade de alcançar-se um entendimento aceitável para as partes envolvidas.

Além disso, foi concedido ao rabinato o monopólio sobre as conversões ao judaísmo. Ainda que a medida não se aplique, por ora, às conversões efetuadas fora de Israel, existe o receio de que venha a colocar em dúvida a validade das conversões feitas pelas demais linhas religiosas, que representam boa parte da população da diáspora.

A Conib foi fundada em 1948, atuando com base nos princípios de paz, democracia, combate à intolerância e ao terrorismo, justiça social e diálogo inter-religioso.

As decisões tomadas em Israel inspiram e impactam nossas comunidades. Nosso destino coletivo como etnia, civilização, povo e comunidade, afinal, é um só.

Saibamos lidar com os desafios do mundo contemporâneo pois, do contrário, corremos o risco de perder relevância para as novas gerações.

Uma versão em inglês deste texto foi enviada ao embaixador de Israel, Yossi Shelley, que a encaminhará ao Governo de Israel.


Homens e mulheres rezam juntos no Muro das Lamentações, em 1910. Foto: Haaretz.





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