Israel apoia na ONU iniciativa contra a pena de morte; Knesset estuda a adoção da medida para crimes de terrorismo

Enquanto o Knesset (Parlamento israelense) se prepara para aprovar a pena de morte para terroristas, Israel se une na ONU ao grupo de nações que pedem o fim da prática. Israel foi uma das 123 nações que nesta semana votaram na ONU a favor de resolução, defendendo “o fim da pena de morte por meio de decisões domésticas”. Trinta e seis países, incluindo os EUA, votaram contra a iniciativa. Trinta se abstiveram. A resolução, discutida semestralmente pelo Terceiro Comitê da Assembleia-Geral da ONU, acolhe “iniciativas que promovam debates e discussões sobre a possibilidade de se pôr fim à pena capital por meio de decisões domésticas”. A ONU também elogiou a decisão de um crescente número de países que resolveram “aplicar uma moratória às execuções, seguida, em muitos casos, pela abolição da pena de morte”. A resolução pede que os Estados “restrinjam progressivamente o recurso da pena de morte” e revejam leis que estabelecem como crimes passíveis de execuções. Em Israel, um projeto de lei sobre a adoção da pena de morte para terroristas foi apresentado pelo ministro demissionário (da Defesa) Avigdor Lieberman e aprovado numa primeira votação pelo Knesset. Não se sabe, porém, se, agora, com a saída de Lieberman e de seu partido, o Yisrael Beytenu, da coalizão de governo o projeto de lei será aprovado, ou se será submetido à nova votação após eleições antecipadas. “Isso pode acontecer muito rapidamente (a aprovação do projeto de lei), porque é uma lei muito simples. Poderia ser aprovada dentro de duas semanas”, disse Oded Forer, membro ao Yisrael Beytenu, ao Knesset Channel (Raphael Ahren, Times of Israel).