Israel nomeia seu primeiro embaixador árabe cristão

George Deek, considerado o “melhor diplomata de Israel”, em breve se tornará embaixador no Azerbaijão. Deek tem 34 anos e será o primeiro embaixador árabe cristão da história de Israel. Ele é ex-bolsista da Fulbright, especialista em direito internacional e terá o desafio de representar Israel no Azerbaijão, um país de maioria muçulmana que faz fronteira com o Irã e está em guerra com a vizinha Armênia há mais de 25 anos. Mas Deek parece estar pronto para a tarefa.

Em discurso que fez em setembro de 2014, quando estava servindo como encarregado de negócios na Noruega, no lançamento de um livro do prestigiado historiador israelense Benny Morris, Deek foi saudado como o melhor de todos. O colunista do Tablet Lee Smith foi moderador de um painel com Deek no Instituto Hudson em 2015 e, mais tarde, chamou o diplomata de “um dos pensadores mais originais com quem já tive o prazer de falar”. Ele é conhecido por sua postura e equanimidade, duas qualidades importantes para um aspirante a embaixador.

A história de Deek surpreende, porque ele vem de uma família humilde. Seu avô era um eletricista de Jaffa que fugiu para o Líbano antes da guerra de 1948 no Oriente Médio, mas decidiu que não iria manter o status de refugiado e retornou ao novo Estado de Israel após a derrota dos exércitos árabes invasores.

Em declarações dadas em 2015 ao Tablet, Deek destacou a importância de os árabes em Israel poderem escolher um meio termo entre assimilação e separatismo, assim como fez seu avô: “Há uma terceira via”, disse Deek à jornalista israelense Adi Schwartz. “Podemos nos orgulhar de nossa identidade e ao mesmo tempo viver como uma minoria contribuinte em um país que tem uma nacionalidade diferente, uma religião diferente e uma cultura diferente da nossa” (Armin Rosen, Tablet).