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Informações vazadas por Trump aos russos vieram de Israel, afirma o jornal New York Times

12 Jun 2017 | 14:58
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As informações secretas de inteligência compartilhadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump com as autoridades russas, em maio último, foram obtidas após Israel conseguir hackear com sucesso computadores pertencentes ao Estado Islâmico, informou nesta segunda-feira o jornal New York Times.

De acordo com o jornal, que citou uma autoridade dos EUA, os "ciberoperadores" israelenses conseguiram informações de uma célula do Estado Islâmico, que fabricava bombas na Síria há vários meses.

A informação foi considerada muito qualificada, pois permitiu que os Estados Unidos soubessem que a célula terrorista estava trabalhando em explosivos que poderiam enganar a segurança dos aeroportos, passando pelo monitoramento como uma bateria de laptop. Ela deu base para a proibição, desde março, do transporte de eletrônicos, como laptops, em voos partindo de países predominantemente muçulmanos com destino aos Estados Unidos e Grã-Bretanha.

E foi compartilhada por Trump em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o embaixador russo Sergei Kislyak. Israel já havia alertado os Estados Unidos a serem cautelosos com a informação. A revelação de que Trump compartilhou a informação com a Rússia levanta a possibilidade de ela ter sido posteriormente repassada ao Irã. O New York Times, diz que o "pior receio de Israel" era que Trump compartilhasse a informação com a Rússia.

A cooperação entre agências de inteligência israelenses e americanas se intensificou nas últimas duas décadas, com a maioria das operações conjuntas dirigidas contra o Irã, mas também visando Hezbollah e Hamas. Um acordo oficial em 2008 para uma cooperação abrangente, incluindo a divulgação de fontes e métodos, teria levado a resultados impressionantes, incluindo a interrupção do programa nuclear iraniano.

Em janeiro, foi relatado que funcionários da inteligência israelenses estavam preocupados com a troca de informações secretas com os americanos na administração Trump, pois isso poderia levar a um vazamento para a Rússia e para o Irã. As preocupações da inteligência se basearam em suspeitas de laços entre Trump e o governo de Vladimir Putin em Moscou.

De acordo com o relatório de janeiro, funcionários americanos do governo Obama alertaram que Israel deveria "ter cuidado" ao passar informações de inteligência para a Casa Branca e o Conselho Nacional de Segurança após a posse de Trump no dia 20 de janeiro.

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