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ONG revela o ódio contra Israel na mídia oficial palestina

13 Jun 2017 | 17:22
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Itamar Marcus, fundador da Palestinian Media Watch (PMW), ONG que monitora e analisa o conteúdo da mídia e dos livros escolares da Autoridade Palestina, afirma em entrevista recente a Daniela Kresch, na Folha de S. Paulo, que “é preciso desintoxicar os palestinos das mentiras que lhes são contadas”.

A PMW foi fundada em 1996 e desde então analisa o conteúdo transmitido aos palestinos em língua árabe. "Percebi imediatamente que havia entrado em uma espécie de mundo paralelo", conta Marcus. "Poucos sabem quais são realmente as mensagens que as novas gerações palestinas recebem de sua liderança sobre Israel e os judeus", afirma.

Hoje, a PMW é uma das maiores fontes de informação mundiais sobre a mídia oficial palestina. Marcus viaja constantemente ao exterior e é bastante convidado para entrevistas e análises em canais de TV como CNN e BBC. Ele é criticado pela mídia pró-palestina e, recentemente, retirou o nome da PMW da porta de seu escritório, por temor de atentados.

Marcus avalia que tem sucesso com seu trabalho, pois as informações por ele publicadas se tornaram base de debates na imprensa e entre líderes mundiais. Em 2011, a PMW revelou o pagamento pela AP de salários mensais para os terroristas presos e condenados pela Justiça em Israel, que mataram centenas de civis, entre eles mulheres e crianças.

Ele também relata que, depois de revelar que programas infantis de TV passam mensagem às crianças palestinas de que os judeus são descendentes de macacos e de porcos, são o próprio Satanás ou colaboradores do Satã, houve algumas mudanças: “Quando converso com parlamentares de países que fazem doações à AP, digo-lhes que são responsáveis pelo fato de que a próxima geração de palestinos não fará a paz com Israel porque, para eles, somos ‘inimigos de Deus’“.

Muitos países não acreditavam que isso ocorresse na mídia palestina. Na primeira vez em que Marcus foi ao Parlamento da Suécia, só sete parlamentares foram ouvi-lo; já na segunda vez, 27. O mesmo ocorreu no Reino Unido, que congelou, temporariamente, suas doações para a AP.

Segundo Marcus, não há nenhuma mensagem positiva sobre Israel na mídia da Autoridade Palestina. “Você nunca vai ver em nenhum jornal que milhares de crianças palestinas são tratadas em hospitais de Israel”, diz. “É mais comum encontrar em programas infantis a apresentadora dizendo que Israel atira em crianças, e que tenta matá-las sem qualquer motivo.

Em contrapartida, afirma que o mesmo não se observa na mídia israelense. Segundo ele, não há nenhuma citação na TV ou algum livro escolar que diga que os palestinos são o inimigo de Deus, e que não haverá redenção na humanidade até que sejam exterminados. “Há opiniões políticas sobre os palestinos, mas ninguém diz que são subumanos e têm que ser mortos”.

O cenário ideal para Marcus seria a comunidade internacional pressionar por uma nova liderança na AP, livre de ódio, dizendo aos jovens que, sim, há um conflito territorial. Mas que os judeus não são aliados de Satã.

Leia a entrevista completa, na Folha de S. Paulo


Reprodução/PMW.





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