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Sarajevo recebe a oitava edição da Conferência Judaico-Muçulmana

07 Ago 2017 | 15:18
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A cidade de Sarajevo recebe a oitava edição da Conferência Judaico-Muçulmana, reunindo mais de 100 participantes judeus e muçulmanos de diversos países - desde a Argentina até o Paquistão - para trocar experiências, opiniões e estratégias com o objetivo de transformar tensões em oportunidades para solidariedade.

A conferência receberá autoridades de diversas organizações religiosas e jovens líderes empenhados em construir um diálogo multicultural e inter-religioso. 

O principal foco do evento é construir conexões sustentáveis entre líderes judeus e muçulmanos e construir um novo movimento político global, formado por jovens líderes judeus e muçulmanos, ativistas e especialistas que se dedicam a alcançar o respeito mútuo.

Os debates abordarão a quebra de preconceitos, cerimônias religiosas, eventos sociais. Na programação, também visitas às principais sinagogas e mesquitas da cidade e ao memorial de Srebrenica.

Em julho de 1995, forças sérvias bósnias invadiram a área ao redor de Srebrenica, no leste da Bósnia, apesar de seu status como "área segura" das Nações Unidas. Mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos foram separados de mulheres e meninas e, em seguida, abatidos sistematicamente. Seus corpos foram jogados em valas comuns. Foi o pior assassinato em massa em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A capital da Bósnia recebe pela segunda vez o evento. Isso não é por acaso. A comunidade judaica local acha que ela é o lugar mais seguro da Europa para os judeus.

O portão da antiga sinagoga ashkenazi não é trancado. Não há câmeras de segurança ou detectores de metal, nem veículos da polícia estacionados na frente. Ninguém pede o nome das pessoas que a visitam

Será que a Bósnia, local do pior massacre na Europa desde o Holocausto, pode ser o lugar mais seguro do continente para um judeu? Jakob Finci, presidente da comunidade judaica, que tem cerca de 1.000 pessoas, acha que sim. Leia mais.

Participantes conversando durante a conferência em 2015. Foto: MJC.





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