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STF autoriza extradição de fugitivo israelense condenado por homicídio

09 Ago 2017 | 11:04
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira (8), autorizar a extradição para Israel de um cidadão israelense condenado por ter matado um taxista palestino, em 2004. Entre outros argumentos, o Réu alegou que Israel não teria jurisdição penal sobre a área em que ocorreu o crime (área C da Cisjordânia).

Em seu voto, o ministro Luís Roberto Barroso ressaltou a civilidade do governo de Israel, ao se empenhar na punição de um israelense que matou um cidadão palestino: “Mas o fato de o Estado de Israel  se empenhar na punição de um soldado israelense que teria morto um cidadão palestino é, em si, admirável. Ah, era um civil? Pensei que fosse um soldado. Isso não é um juízo de mérito. Apenas destaco a civilidade de processar em um Estado conflagrado um seu cidadão que teria morto um adversário. Acho que essa é uma atitude civilizada e digna do Estado de Israel”, afirmou o ministro.

A decisão ocorre dois anos depois que Israel enviou um pedido de extradição relativo a Yehoshua Elitzur, que fugiu do país em 2005, depois de ter sido condenado a 20 anos de prisão.

Elitzur, de 46 anos, tinha sido colocado em prisão domiciliar antes de ser mandado para a prisão, mas conseguiu fugir - primeiro para a Alemanha e depois para o Brasil.

Após perseguição de uma década, foi capturado pelas autoridades da Interpol em São Paulo, em junho de 2015. Os representantes da inteligência e da polícia israelenses no exterior ajudaram na busca.

A data da extradição ainda não foi definida pelo STF, pois ainda cabe recurso contra a decisão.

Leia mais, no Times of Israel.





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