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Alemanha quer obrigar imigrantes a visitar campos de concentração, em medida contra o antissemitismo

12 Jan 2018 | 15:10
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Em meio a denúncias sobre o aumento do antissemitismo na Alemanha, a comunidade judaica alemã recebeu com satisfação a proposta de Sawsan Chebli, funcionária do governo de Berlim, para que todos que vivem no país, incluindo os imigrantes, sejam obrigados e visitar um campo de concentração nazista pelo menos uma vez.

Josef Schuster, líder do Conselho Central de Judeus da Alemanha considerou a ideia “boa, a princípio”, mas sugeriu um melhor planejamento da iniciativa, com a preparação das visitas, o que, para ele, seria muito importante para deter a onda de antissemitismo no país.

“As pessoas que fogem de seus países, expulsas ou por causa de conflitos, poderão entender melhor pelo que passamos se visitarem campos de concentração”, disse Schuster à rádio Deutschlandfunk.

Sawsan Chebli, que é muçulmana, disse que vê com muita preocupação o antissemitismo entre os imigrantes que chegam de países de maioria muçulmana. Em declarações ao jornal “Bild am Sonntag”, ela sugere que as visitas aos campos de concentração deveriam fazer parte dos cursos de integração para refugiados. A proposta foi divulgada em meio a movimentação dos partidos alemães para aprovar lei que prevê a deportação de imigrantes que expressem ideias antissemitas.

A aliança conservadora da CDU-CSU, liderada pela chanceler Angela Merkel, pretende apresentar o novo projeto de lei por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro. O projeto de lei estabelece que "a aceitação absoluta da vida judaica" é uma "condição para que a integração seja bem-sucedida" na Alemanha. "Quem rejeita a vida judaica na Alemanha ou questiona o direito de Israel de existir não pode ter um lugar em nosso país".

Stephan Harbarth, vice-presidente do grupo parlamentar CDU-CSU, disse ao jornal “Die Welt” que Berlim “deve se opor resolutamente ao antissemitismo de imigrantes de origem árabe e de países africanos, principalmente”. O empenho dos partidos para aprovar o projeto veio depois de uma série de manifestações, em dezembro, em que bandeiras israelenses foram queimadas em protesto contra a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A Alemanha recebeu mais de um milhão de imigrantes oriundos de países do Oriente Médio e da África. O país tem uma comunidade judaica estimada em cerca de 200 mil pessoas e desenvolveu nas últimas décadas uma política de ser um lugar seguro para os judeus - embora os dados mostrem que os crimes antissemitas relatados à polícia aumentaram em 4% em 2017 em relação ao ano anterior de 2016.

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