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Senado polonês adota lei polêmica sobre o Holocausto; presidente da Conib fez alerta

01 Fev 2018 | 15:18
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Apesar das críticas de Israel, dos Estados Unidos e de líderes judeus, o Senado polonês aprovou na madrugada desta quinta-feira (01/02) a controversa lei sobre o Holocausto que tem como objetivo assegurar que o país não seja responsabilizado pelos crimes cometidos pelos nazistas em seu território durante a Segunda Guerra. Veja matéria em O Globo.

Em seu discurso na CIP, no dia 28, por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, alertou contra o projeto de lei: “Trata-se de uma tentativa de reescrever a história. Houve poloneses que ajudaram as vítimas -  e também houve os que apoiaram os perpetradores. O caminho é a educação das novas gerações, não uma legislação que tente punir quem queira discutir questões reais”. Leia o discurso.

Pouco antes da aprovação, os Estados Unidos expressaram sua preocupação pelas "consequências" do projeto, pedindo à Varsóvia que reconsiderasse a iniciativa. A lei prevê penas de até três anos de prisão ou multa a quem usar a expressão "campos da morte poloneses" para denominar os campos de extermínio instalados pelos nazistas na Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também protestou contra o projeto de lei: “Não toleraremos que se deforme a verdade e que se reescreva a história ou que se negue o Holocausto”.

No domingo, dois depois de o projeto de lei ter sido aprovado em primeira votação pela Câmara Baixa do Parlamento, o presidente polonês, Andrzej Duda, tentou pôr fim à crise demonstrando flexibilidade. Ele prometeu avaliar as partes da lei que Israel critica. O governo já havia dito, porém, que a legislação visa impedir que o povo ou o Estado polonês seja responsabilizado por crimes dos nazistas em seu território durante a Segunda Guerra. No entanto, Varsóvia afirma que o projeto de lei não limitará a liberdade para se pesquisar ou falar sobre o Holocausto. Para entrar em vigor, a nova lei deverá ser sancionada pelo presidente. Seis milhões de poloneses, entre eles três milhões de judeus, morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Antes dela, a Polônia abrigava cerca de 3,2 milhões de pessoas da comunidade judia. A Alemanha nazista atacou e ocupou o país vizinho em 1939 e mais tarde construiu campos de extermínio, entre eles Auschwitz e Treblinka, em seu território.





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