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‘Brasil e Israel se reaproximam com visita de chefe do Itamaraty’

02 Mar 2018 | 11:07
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Matéria de Eugenio Goussinsky, no R7, mostra que a visita a Israel, nesta semana, do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, acompanhado pelo presidente da Conib, Fernando Lottenberg, promoveu maior aproximação entre os dois países. Aloysio Nunes Ferreira, ressaltou que, nestas questões que envolvem Israel, o Brasil não votará mais de forma automática nos foros internacionais, referindo-se a posicionamentos do País na Unesco, que foram contrários à soberania israelense sobre Jerusalém.

O governo brasileiro analisará as votações caso a caso. Nunes Ferreira conversou, na terça-feira (27), com o presidente Reuven Rivlin e posteriormente se encontrou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que aceitou um convite do governo brasileiro e deverá visitar o Brasil em junho deste ano, o que seria a primeira visita de um premier israelense ao País. “Israel está muito interessado nos contatos com o Brasil e acredita em seu potencial”, disse o premier israelense após o encontro.

Para o presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), Fernando Lottenberg, presente na reunião a convite do ministro, o saldo da conversa foi muito positivo, no sentido de restabelecer o forte vínculo que ambos os países mantiveram até alguns anos atrás. “Você sente dos dois lados, nas duas reuniões, um interesse grande de retomar a relação entre os dois países nos patamares históricos. Os dois lados têm interesses em comum e querem recuperar plenamente parcerias em tecnologia de cibersegurança. Temos uma pauta de interesses comuns e valores compartilhados”. As duas partes, segundo Lottenberg, falaram de forma aberta, buscando deixar para trás algumas questões delicadas, como, além do posicionamento do governo em votações internacionais, a negação do governo brasileiro, na época sob a presidência de Dilma Rousseff, da nomeação de Dani Dayan como embaixador de Israel, por ele ser um ex-líder de assentamentos além da chamada Linha Verde. “O presidente disse que não precisamos concordar o tempo todo, podemos discordar às vezes, mas é importante ter o canal aberto e que a relação não se limite à questão política. Há as questões econômicas, culturais em comum, e um importante do laço cultural”, destacou.

Entre os presentes na reunião, além de Lottenberg, estavam os embaixadores Yossi Shelley (de Israel no Brasil) e Paulo Cezar Meira de Vasconcellos (do Brasil em Israel). Nas conversas, além de parcerias nos setores de segurança, educação e cultura, também foi assinado um acordo de Previdência Social, que mantém os direitos de israelenses que morem no Brasil e brasileiros moradores de Israel. 
Nesta quarta-feira (28), a comitiva do ministro brasileiro fez uma série de visitas a estabelecimentos israelenses, indo à usina de dessalinização, Sorek, no sul do país, e percorrendo Tel Aviv, onde visitaram o Centro Cultural Brasileiro, conhecendo de perto algumas atividades de integração entre os dois países, ligadas ao aprendizado do português, ao teatro e à literatura do país, entre outros temas.
Lottenberg ressaltou ainda que, enquanto o ministro das Relações Exteriores brasileiro visita Israel, o governo israelense enviou ao Brasil o ministro da Ciência e Tecnologia do país, Ofir Akunis, que nesta quarta-feira teve um encontro com o ministro da Educação brasileiro, para falar sobre assuntos como intercâmbios acadêmicos entre os países. À distância, o cônsul de Israel em São Paulo e região Sul do Brasil, Dori Goren, também mostrou satisfação com a visita de Nunes Ferreira a Israel. “Essa iniciativa é muito importante, há muitos anos não tínhamos a visita de um ministro brasileiro e, do ponto de vista bilateral, isso fortalece a relação entre os países”. Nunes Ferreira, que após a permanência em Israel irá para os territórios palestinos, a Jordânia e o Líbano, é o representante de mais alto escalão a ir a Israel em visita oficial desde 2010, quando o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva esteve com comitiva em Israel. Em 2016, o então ministro das Relações Exteriores, José Serra, esteve no país, mas para acompanhar o funeral do ex-primeiro-ministro Shimon Peres.





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