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Ministro destaca a contribuição judaica para o desenvolvimento da sociedade brasileira

20 Mar 2018 | 10:44
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Em evento em Recife em comemoração ao centenário do Colégio Israelita Moysés Chvarts - a mais antiga instituição judaica de ensino formal do país -, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a contribuição da comunidade judaica na preservação dos valores humanos e democráticos no Brasil. “Quando me dedico a refletir sobre a evolução humana, não tem como não pensar no povo judeu como exemplo de sociedade organizada, de força, expressão, manutenção de sua cultura e seus valores coletivos. E Pernambuco deve muito a essa comunidade que aqui cresceu e contribui para o desenvolvimento econômico do estado”, disse o ministro, em declarações divulgadas pelo Diário de Pernambuco (veja matéria).

Mendonça Filho destacou também mudanças importantes na área de educação para atender pleitos da comunidade judaica no Brasil. Uma delas foi a alteração na aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que antes eram realizadas no sábado e no domingo, para dois domingos consecutivos. A história do holocausto também passou a estar presente no currículo da educação básica. “Sabemos que o judaísmo guarda os sábados como dia de descanso. E a aplicação das provas nesse dia gerava um certo constrangimento ao povo judeu”, justificou o ministro da Educação.

As comemorações do centenário de fundação do Colégio Israelita Moysés Chvarts, no Recife, que é a mais antiga instituição judaica de ensino formal do país, tiveram início nesta segunda-feira (19), com um coquetel na Academia Pernambucana de Letras, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Durante o evento, promovido pela Federação Israelita de Pernambuco (FIPE) junto com a APL, representantes de diversas entidades judaicas fundadas no estado ressaltaram o papel que o colégio teve não apenas na formação acadêmica de seus alunos, mas também pelo trabalho em prol da comunidade judaica no Brasil.  A presidente da APL Margarida Cantarelli ressaltou nomes importantes cuja formação intelectual passou pelas salas de aula do Colégio Israelita do Recife, a exemplo da escritora Clarice Lispector.

A presidente da FIPE Sonia Sette ressaltou que o Colégio Israelita tem um papel fundamental no sentido de preservar a identidade e a cultura judaicas e destacou o empenho do povo judeu em defesa da educação, mesmo em condições adversas. “Ao longo da história, devido às perseguições e instabilidade, cristalizou-se na mentalidade judaica a priorização do estudo. Bens materiais poderiam ser perdidos a qualquer instante, mas aquilo que se aprendia era o que permitia seguir com a vida”, frisou Sonia.





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