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Milhares marcham em Paris em memória de Mireille Knoll

28 Mar 2018 | 20:08
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Milhares de pessoas participaram da marcha silenciosa em Paris nesta quarta-feira (28), em memória de Mireille Knoll, de 85 anos, morta em um terrível ataque que se acredita ser anti-semita.

Os líderes de vários partidos políticos se juntaram à marcha por Knoll, cujo corpo parcialmente queimado foi encontrado em sua casa, em Paris, no final de semana.

Knoll, que escapou da deportação em massa de judeus da França durante a Segunda Guerra Mundial fugindo para o exterior, foi esfaqueada 11 vezes em um ataque que os criminosos aparentemente tentaram esconder, incendiando o apartamento.

Ela foi encontrada pelos bombeiros.

Um vizinho de vinte e poucos anos e um jovem desabrigado foram acusados de uma série de ataques que horrorizaram a comunidade judaica de 500 mil franceses, a maior da Europa.

O presidente Emmanuel Macron compareceu ao funeral nesta quarta-feira. Líderes comunitários carregando rosas brancas e legisladores usando suas faixas oficiais encabeçaram a marcha da Place de la Nation para o prédio de apartamentos de Kroll, na parte leste de Paris. O ministro do Interior, Gerard Collomb, e a ministra da Cultura, Françoise Nyssen, faziam parte de um grande contingente governamental. A líder do partido da Frente Nacional, Marine Le Pen, que foi informada de que não era bem-vinda pelo presidente Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF), que organizou a marcha, foi vaiada na chegada com um grupo de membros do partido. O líder de extrema-esquerda Jean-Luc Melenchon também foi hostilizado. Os dois políticos partiram pouco depois.

"Deixei bem claro, eu expliquei que o alto número de antissemitas tanto na extrema esquerda como na extrema direita tornou esses partidos inaceitáveis", disse Francis Kalifat, líder do CRIF, à rádio RTL anteriormente.

Investigadores trabalham com a teoria de que Knoll foi alvo porque era judia. O vizinho acusado cumpriu pena na prisão por ter abusado sexualmente de uma menina de 12 anos.
Fontes próximas às investigações disseram que ele e seu cúmplice haviam dado relatos conflitantes, cada um acusando o outro de realizar o ataque.
"O que os nazistas foram incapazes de fazer, criminosos e bandidos fizeram com o mesmo ódio", disse à AFP Haim Korsia, rabino-chefe de Paris.

O assassinato acontece um ano depois que uma mulher judia ortodoxa, na casa dos sessenta anos, foi jogada pela janela de seu apartamento em Paris por um vizinho gritando “Allahu Akhbar”. Um juiz confirmou no mês passado que o assassinato de Sarah Halimi em abril de 2017 foi motivado pelo antissemitismo, um atraso que atraiu a ira de vários grupos judaicos.

O assassinato de Halimi reacendeu o debate sobre o antissemitismo nos distritos da classe trabalhadora na França, que têm sido usados para recrutar jihadistas.
Em 2012, um atirador islâmico matou três crianças e um professor em uma escola judaica na cidade de Toulouse, no sudoeste do país. Três anos depois, um associado dos dois irmãos que massacraram um grupo de cartunistas no jornal satírico Charlie Hebdo matou quatro pessoas em uma tomada de reféns em um supermercado judeu em Paris.

Autoridades da principal mesquita de Paris disseram que o assassinato de Knoll foi "denunciado e condenado por todos os muçulmanos da França".

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