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Marcha da Vida reúne 12 mil na Polônia

12 Abr 2018 | 14:49
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Cerca de 12 mil pessoas, entre elas o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, participaram hoje pela manhã da Marcha da Vida, um percurso de 3,2 quilômetros de Auschwitz a Birkenau, em caminhada sob o lema “Do Holocausto à redenção”, que contou com a presença de autoridades, líderes judeus, jovens e delegações de vários países. A marcha foi liderada pelo presidente israelense, Reuven Rivlin, e acompanhada pelos chefes das forças de segurança de Israel.

Fernando Lottenberg durante a marcha na Polônia. Foto: Divulgação.

“Sob vários aspectos, a marcha deste ano é histórica”, disse o presidente israelense, ao lembrar que o evento completa 30 anos e marca o 70º aniversário de Israel. "Depois de 70 anos (da criação) do Estado de Israel e do renascimento e independência do povo judeu em nossa terra natal, dizemos claramente 'Am Yisrael Chai' [o povo de Israel vive]", disse Rivlin antes da marcha. “Esta é uma marcha de vida onde antes só havia a morte”. “E representa uma luz brilhante onde só havia escuridão”, completou.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enviou mensagem de apoio ao evento, lembrando que há 20 anos, quando participou da caminhada, sentiu “um grande pesar” pelas vítimas que passaram pelo campo e, ao mesmo tempo, “um imenso orgulho”. “Em contraste com as marchas da morte, a Marcha dos Vivos simboliza o renascimento e a resiliência do povo judeu e do Estado judeu", disse Netanyahu.

Desde a sua criação, em 1988, mais de 300 mil pessoas de mais de 50 países participaram da Marcha pela Vida, segundo informou a organização do evento. Neste ano, mais de 12.000 pessoas, a maioria jovens de todo o mundo, judeus e não-judeus, participarão da marcha, além de 110 delegações de 41 países - incluindo Argentina, Canadá, EUA, Reino Unido, Marrocos e Japão - e de 70 sobreviventes do Holocausto.

A Marcha pela Vida, que não é financiada pelo governo israelense, “é um programa educacional independente que tem como objetivo despertar na geração mais jovem os valores de tolerância, aceitação, humanidade e responsabilidade”, diz a nota da organização do evento. A Marcha da Vida foi criada em 1988 por um sobrevivente do Holocausto para contar aos jovens a história da barbárie nazista e refazer o percurso entre os campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau, que costumava ser feito a pé pelos prisioneiros, num caminho sem volta. Desde então, este percurso é repetido anualmente por participantes vindos de todas as partes do mundo, em uma programação que inclui viagens para Polônia, Alemanha e Israel. Relembra o que o povo judeu suportou durante a Segunda Guerra Mundial e mostra como a tragédia foi – em parte - superada com a criação do Estado de Israel. Veja vídeo do evento e da participação brasileira. 

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