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Roth foi o escritor que melhor sintetizou a experiência da vida judaica na diáspora, diz presidente da Conib

23 Mai 2018 | 17:31
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O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lamentou a morte de Philip Roth, afirmando que ele “foi o escritor que melhor sintetizou a experiência da vida judaica na diáspora, no caso a norte-americana”. “A prosperidade do pós-guerra, as dificuldades de aceitação e integração, a participação na vida cultural e acadêmica, a relação com Israel, nada escapou de sua pena aguda e de suas reflexões profundas e sem concessões”, disse Lottenberg.

Roth, vencedor do Pulitzer de 1997 por “Pastoral Americana” (1997) e considerado um dos maiores romancistas da atualidade, morreu nesta terça (22), aos 85 anos, de insuficiência cardíaca, em um hospital em Nova York. Com sua morte, os Estados Unidos perdem o seu maior escritor. A frase poderá soar excessiva para alguns especialistas que sempre preferiram ver em Roth o protótipo do escritor judeu, interessado em explorar a condição da sua tribo em confronto com a sociedade gentia. Essa interpretação é desmentida por toda a obra de Philip Roth e começa a sê-lo logo no primeiro livro, "Adeus, Columbus" (1959, ed. Companhia das Letras): sim, os personagens são judeus; mas Roth apresentava personagens humanos, demasiado humanos, marcados pela fraqueza e mesmo pela indignidade. O propósito era duplo: normalizar a condição dos judeus, retratá-los como parte imperfeita da nossa raça imperfeita, sem hagiografias ou exceções de qualquer espécie; e, por outro lado, orientar Roth para o seu tema de excelência: a crítica ao supremo mito fundador da República. A ideia otimista de que podemos ser quem quisermos, onde quisermos, sem amarras de qualquer espécie.
 
Philip Roth. Foto: Divulgação.





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