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Gaza retira bebê de lista de mortos em confronto com soldados israelenses, diz jornal

25 Mai 2018 | 15:55
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O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo grupo radical Hamas, retirou uma menina de oito meses da lista de pessoas mortas em confronto com soldados israelenses em 14 de maio, segundo o jornal britânico The Guardian. As autoridades de Gaza haviam informado que a bebê Layla Ghandour havia morrido em consequência da inalação do gás lacrimogêneo disparado pelos soldados israelenses. A imagem dos pais com a criança morta no colo chocou o mundo. Dias depois, porém, a agência de notícias Associated Press, citando o relato de um médico não identificado, revelou que a criança tinha uma doença preexistente e que a exposição ao gás lacrimogêneo não havia sido a causa da morte dela.

Em entrevista ao Guardian, o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qidra, disse que o nome foi retirado para que uma investigação fosse aberta. Segundo ele, foi a família de Layla que declarou estar na fronteira quando a criança morreu. Ele acrescenta que ainda não está clara a causa da morte. “É uma situação muito complicada. A ocupação [Israel] quer provar que ela não foi morta por gás lacrimogêneo. Não estou dizendo que foi, mas precisamos investigar”. Qidra se referia à denúncia de que o Hamas contabilizou a morte da criança com objetivos políticos. Ao Guardian, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Jonathan Conricus, disse ter baseado a denúncia em informações de serviços de inteligência. No dia 18, o jornal The New York Times informou que a família teria admitido a doença de Layla — persistência do canal arterial (PCA), enfermidade cardíaca congênita também conhecida como “buraco no coração”. A autópsia preliminar atesta que a criança sofreu uma pausa grave na circulação sanguínea e respiratória e que ela sofria de problemas cardíacos desde o nascimento, mas não associa o incidente circulatório ao gás.

Leia mais na Folha de São Paulo e no Times of Israel.





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