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Netanyahu planeja comparecer à posse de Bolsonaro

31 Out 2018 | 12:04
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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, deve comparecer à cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1° de janeiro de 2019. Foi o que o próprio Netanyahu disse a Bolsonaro em conversa telefônica na segunda-feira (29) para parabenizá-lo pela vitória nas eleições. Se comparecer, Netanyahu será o primeiro premiê israelense a visitar o Brasil desde a criação do país, em 1948. Há pouco mais de um ano, em setembro de 2017, Netanyahu passou alguns dias na América Latina em um giro que incluiu Argentina, Colômbia e México. Segundo fontes ouvidas pela Folha, o Brasil não foi incluído na viagem, na ocasião, porque Netanyahu preferiu esperar as eleições presidenciais no país. Na mesma conversa telefônica com Bolsonaro, Netanyahu convidou o presidente eleito a visitar Israel e recebeu do capitão reformado a promessa de que iria assim que a saúde melhorar. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que sua primeira viagem oficial, se eleito, seria a Israel. "Tenho certeza de que sua eleição levará a uma grande amizade entre nossos povos e ao estreitamento dos laços entre o Brasil e Israel. Aguardamos sua visita a Israel", disse Netanyahu, segundo comunicado oficial. Em sua conta no Facebook, Bolsonaro registrou a conversa com Netanyahu, afirmando que os “laços de amizade se traduzirão em acordos onde nossos povos serão os maiores beneficiados”. Segundo o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, a conversa entre Netanyahu e Bolsonaro foi mais do que amigável: “Foi uma conversa excelente, aberta, entre amigos. Eles se encontraram apenas uma vez em Israel, há dois anos e meio, mas era possível sentir que havia um calor que é mais do que uma conversa de cortesia. Foi possível sentir que havia uma química”. A questão de uma possível transferência da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém – seguindo o passo do presidente americano, Donald Trump — não foi levantada. Mas há certa expectativa de que a medida seja tomada, no futuro. “É ainda cedo para falar disso”, disse Yossi Shelley. “Vamos deixar que ele tome posse e forme seu governo”.





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