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O gerenciamento institucional de uma sinagoga

11 Jun 2013 | 00:00
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A sinagoga não precisa ser uma instituição administrada de forma precária. Muito pelo contrário. Embora sem fins lucrativos, esta organização religiosa milenar pode - e deve - ter uma excelente saúde financeira e uma governança pautada pelas melhores práticas administrativas. 

Para que este objetivo ambicioso seja alcançado, o rabino precisa desempenhar um papel importante na construção e consolidação de uma cultura de excelência institucional. Tanto na supervisão dos funcionários como no processo decisório junto a seu conselho e diretoria, a sinagoga terá rigor administrativo apenas se seu líder espiritual estiver imbuído neste espírito e instrumentado para tanto. 

Com esta convicção, o Instituto de Administração para Rabinos (Rabbinical Management Institute - RMI), que funciona dentro da Universidade de Judaísmo de Los Angeles, nos Estados Unidos, realiza uma capacitação cujo objetivo é conscientizar e treinar rabinos nas mais variadas áreas do gerenciamento institucional. 

Entre as matérias ensinadas no curso estão administração de voluntários e profissionais, orçamento, marketing, arrecadação de fundos, planejamento estratégico, gerenciamento de conflitos e perpetuação de patrimônio. A capacitação dura oito meses. A semana inaugural e a semana de fechamento são presenciais. As demais aulas acontecem à distância, com o auxílio de uma ferramenta de videoconferência que permite total interatividade entre os professores e os participantes. 

"Durante meus anos de estudo para me formar rabino, fui exaustivamente treinado nas áreas do conhecimento religioso judaico. Aprendi mikrá (bíblia hebraica), midrásh (alegoria), halachá (lei), Talmud, filosofia judaica, cabalá. Também aprendi matérias do conhecimento geral que são essenciais para o trabalho em comunidade como psicologia, pedagogia, islamismo, cristianismo, filosofias orientais”, disse Schlesinger.

“No entanto, não fui treinado no rabinato para participar ativamente da administração da minha sinagoga. Por este motivo, considero que este curso foi essencial para complementar minha formação em uma área que eu tinha pouco conhecimento", afirmou o rabino, que concluiu sua capacitação no RMI em junho de 2013.

Na finalização do curso, um exercício de simulação é realizado. No caso da capacitação realizada por Schlesinger, os 12 rabinos participantes receberam informações sobre uma sinagoga fictícia, que estaria passando por diversas dificuldades. Divididos em times, os rabinos precisaram preparar um documento e uma apresentação com propostas de soluções para as dificuldades que aquela instituição estaria enfrentando. Ao longo dodia, os professores ficaram à disposição como consultores. Assim, o conhecimento adquirido nas diferentes áreas abordadas já foi utilizado neste desafio de encerramento. 

Durante a capacitação, os rabinos também têm a oportunidade de trocar experiências e compartilhar seus desafios como líderes comunitários. "Volto do curso estimulado. Tive a oportunidade de verificar que as comunidades pelo mundo afora apresentam desafios similares, e o contato com outros profissionais da minha área certamente contribui para que eu exerça minhas funções de maneira mais completa e segura", concluiu Schlesinger. 

 

Sinagoga em Wolleka, Etiópia. Foto: Marc Baronnet.

 





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