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No artigo “A idade das trevas”, Gaudêncio Torquato analisa a "evaporação da lei e da ordem"

13 Fev 2014 | 17:58
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“A idade das trevas”, por Gaudêncio Torquato.

Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação. Leia abaixo o texto “A idade das trevas”, publicado no Blog do Noblat.
 

“A lei e a ordem são o primeiro pré-requisito da Civilização e em grande parte do mundo elas parecem estar evaporando”.

A observação, feita há cerca de 20 anos pelo professor Samuel P. Huntington, no clássico O Choque das Civilizações, mostra-se pertinente para uma avaliação do atual estado da Humanidade.

A ideia ganha consistência quando se puxam para o cenário as manifestações turbulentas em várias cidades do mundo, na onda de conflitos entre grupos étnicos, gangues de jovens, turbas desfraldando a bandeira de um nacionalismo xenófobo, situações que forçam a expansão de partidos de extrema-direita, principalmente na Europa.

(...)

Aí, expande-se o antissemitismo, cujos propagandistas querem apagar o calvário do holocausto, considerando-o “um detalhe na História”, como proclama o fundador da Frente Nacional francesa, Jean-Marie Le Pen, sucedido no comando do partido por sua filha Marine.

A propósito, a imagem de truculento e fanático cabo, Hitler, que se vestiu de ditador para ser o maior facínora da história contemporânea, veio a público por ocasião do evento em memória do Holocausto, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Comovidos, ex-prisioneiros dos campos de concentração desfilavam as agruras por que passaram. Um horror! Em seis anos de guerra, foram assassinados seis milhões de judeus, incluindo 1,5 milhão de crianças, representando um terço da comunidade judaica da época.

Imaginar que, por esse mundão afora, há fanáticos que ainda hoje aplaudem um dos maiores genocídios da história é apostar na hipótese de Samuel Huntington: nas esquinas do mundo, desenha-se o paradigma do “puro caos”.

Leia o texto completo, no blog do Noblat.





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