Sobreviventes do Holocausto celebram Chanucá pelo mundo

Centenas de sobreviventes do Holocausto se reuniram nesta terça-feira (04/12), em todo o mundo, na terceira noite de Chanucá, a tradicional festa judaica das luzes, para homenagear os cerca de 6 milhões de judeus mortos pelo regime nazista. Cerimônias ocorreram em Berlim, Nova York, Jerusalém e Moscou.

Desde o ano passado é celebrado durante o festival das luzes a Noite Internacional dos Sobreviventes do Holocausto. Estima-se que há em todo o mundo cerca de 400 mil judeus sobreviventes do Holocausto. “Precisamos ter certeza de que mais e mais pessoas se lembrem. Esse evento nos dá esperança. É uma expressão de superação da tragédia, trazendo as pessoas das trevas para a luz”, afirmou Shlomo Gewirtz, vice-presidente da Conferência sobre Reinvindicações Materiais Judaicas em Israel, organização que promove a Noite Internacional dos Sobreviventes do Holocausto.

Em Berlim, aproximadamente 300 sobreviventes e seus familiares se reuniram no maior centro judaico da capital alemã, localizado no bairro Charlottenburg. Antes de acender as velas da menorá, eles jantaram juntos. Muitos dos presentes migraram de países da ex-União Soviética para a Alemanha na década de 1990. Segundo os organizadores, o evento deve ser uma festa feliz, mas também um sinal da vitória sobre o regime misantropo nazista. “Nós estamos aqui e aqui vamos ficar”, disse a presidente da comunidade judaica de Munique, Charlotte Knobloch, que quando criança sobreviveu ao Holocausto se escondendo numa fazenda.

Knobloch criticou o crescente antissemitismo e lembrou as vítimas do Holocausto. Ao lado de Knobloch, Assia Gorban, de 85 anos, acendeu uma vela na menorá. Aos 9 anos, Gorban fugiu com sua mãe de um campo de concentração em Pechora, na Rússia.

Em Jerusalém, cerca de 250 sobreviventes acenderam velas no Muro das Lamentações e dançaram ao som de músicas tradicionais judaicas. A presidente do Centro de Organizações dos Sobreviventes do Holocausto em Israel, Colette Avital, disse que o trauma da morte de seus parentes a inspirou para promover a comemoração. “As pessoas estão envelhecendo e ficando doentes. Precisamos celebrar a data e a vida enquanto elas ainda podem”, ressaltou Avital.