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“Amo Israel mesmo quando não gosto dele”, diz Amós Oz na Globonews

19 Set 2017 | 16:08

A Globonews exibiu nesta semana uma entrevista com o escritor israelense Amós Oz, no programa ‘Milênio’. Oz fala do antissemitismo, dos extremismos e do conflito árabe-israelense e também aborda seu romance “Judas”.

Leia abaixo trechos da entrevista, concedida ao repórter Silio Boccanera

GN - Quando estrangeiros criticam especificamente o governo israelense - eles se referem a Israel em geral, mas criticam o governo - são chamados de antissemitas por alguns grupos, provavelmente os mesmos que chamam você de traidor. Você é o que, além de traidor? (risos) Porque não podem chamá-lo de antissemita...

Amós Oz — O limite é muito tênue entre criticar Israel e odiar o povo judeu. Se uma pessoa me diz: “Israel está fazendo coisas terríveis”, eu concordo. É legítimo. Se alguém me diz: “Israel está cometendo as maiores atrocidades do mundo”, eu discordo, mas ainda é legítimo. Se uma pessoa me diz: “Israel está fazendo com os palestinos coisas piores do que os nazistas fizeram com os judeus", acho que ela deve procurar um psiquiatra, mas ainda é legítimo. Mas se essa pessoa diz: “Portanto Israel não deveria existir”, isso é antissemitismo. Depois de Hitler, ninguém disse: “Não pode mais haver Alemanha no futuro”. Ninguém disse isso da Rússia, depois de Stalin, ou sobre o Iraque, depois de Saddam. Mas algumas pessoas dizem: “Talvez fosse melhor para o mundo que Israel não existisse”. E isso é antissemitismo, porque significa que os judeus não merecem uma pátria como os outros povos”.

Questionado sobre sua célebre frase, “Eu amo Israel, mas não gosto muito dele”, explicou:

Amo Israel porque é uma sociedade de argumentação, na qual todo indivíduo é primeiro-ministro, profeta e messias. Eu amo mesmo quando não gosto. É divertido”.

Confira trecho da entrevista e assista o programa na íntegra. 





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