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Jovem muçulmana viraliza nas redes sociais ao defender seu país, Israel

22 Out 2017 | 12:20

 

“Você, um jornalista árabe, tem uma plataforma para expressar suas opiniões e expressar suas ideias. Eu posso trabalhar em qualquer lugar que se adeque às minhas habilidades e profissão. Todas as oportunidades de trabalho são iguais para árabes e judeus. Espero que todos os países árabes tenham um estado democrático, exatamente como é Israel”, disse Dema Taya, 25, árabe-israelense de religião muçulmana, em tensa entrevista no canal árabe-israelense Musawa.

"Você mora em Israel e aproveita todos os benefícios de sua cidadania. Olhe para a Síria, o Iraque, o Egito e o resto dos países árabes. O que eles fizeram pelo bem de seus povos? (...) Mais de 90% dos palestinos de Gaza e Cisjordânia gostariam de estar sob um regime democrático como o israelense”, acrescentou.

Residente em Qalansawe, no centro de Israel, ela foi “convocada” pelo Musawa, depois de ter sido convidada – juntamente com israelenses cristãos, drusos, beduínos e palestinos - pela ONG Reservists on Duty (Rod) para um tour por universidades norte-americanas, para falar em apoio a Israel e contar as histórias das comunidades minoritárias no país.

A ONG foi criada em 2015 por reservistas israelenses, que sentiram que deviam se opor aos movimentos de boicote e às novas formas de antissemitismo presentes em universidades dos EUA.

"Recebi muitas ameaças e ataques no Facebook, por causa da entrevista e da viagem", relatou Taya ao site The Algemeiner. "Foi emocionalmente muito difícil, porque escreveram comentários muito duros e me insultaram pessoalmente, só porque digo a verdade. Foi realmente doloroso".

Taya acrescentou que parte da mídia árabe reportou falsamente que a viagem aos EUA - organizada em parceria da RoD com o grupo SSI- Students Supporting Israel – teria sido planejada pelo governo israelense.

"A mídia árabe faz lavagem cerebral das mentes dos jovens", disse ela. "Há mais mulheres e homens muçulmanos que pensam como eu, mas têm medo de falar, porque nem todos dão conta de enfrentar esses ataques".

Ela citou a mensagem que recebeu de uma mulher muçulmana: "Estou com você e penso como você, mas não vou escrever isso nos comentários, porque serei atacada".

Taya recebeu muito apoio de judeus e de árabes que viram o clipe – a versão com legendas em inglês já foi vista por cerca de 500 mil pessoas. "Isso me ajudou muito, porque eu estava emocionalmente destruída". A família também a apoia - seu marido serviu no Exército israelense.

Ela afirmou que seus oponentes tentariam silenciá-la à força, se tivessem a chance:

“Se Israel não tivesse leis que me protegessem de ataques, eu não estaria aqui hoje. Mas temos leis, temos tribunais. Graças a Deus, Israel é um país de leis, e elas me protegerão", acrescentou. "Tenho orgulho de me levantar e falar por Israel, do qual sou parte integrante".

Vídeo postado pela ONG Reservists on Duty. Legendas em português: IBI.





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