Data internacional é um chamado à memória e à responsabilidade coletiva - Fundada em 1948, a CONIB – Confederação Israelita do Brasil é o órgão de representação e coordenação política da comunidade judaica brasileira.
Foto: Museu do Holocausto dos EUA

07.01.26 | Datas

Data internacional é um chamado à memória e à responsabilidade coletiva

Celebrada por muitos países, 27 de janeiro não é apenas uma data no calendário da Humanidade. É um marco de consciência, um chamado à memória e à responsabilidade coletiva. Proclamado oficialmente pela Assembleia Geral das Nações Unidas em novembro de 2005, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto reafirma um compromisso inabalável: lembrar para não repetir, educar para resistir, agir para impedir que o ódio volte a se transformar em política de extermínio.

Nesse dia, o mundo recorda a libertação, em 1945, do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas. Ali, onde a barbárie atingiu sua expressão mais extrema, milhões de vidas foram brutalmente interrompidas. A libertação do campo não encerrou o sofrimento, mas abriu as portas para a verdade — e para o dever de nunca silenciar a história.

Quase todos os países membros da ONU celebram o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro, com cerimônias, eventos educativos e memoriais, especialmente em locais como Auschwitz, para lembrar os 6 milhões de judeus e outras vítimas do nazismo, com foco em educar sobre tolerância, direitos humanos e combate ao ódio, como exemplificado por eventos na ONU, em Israel (Yad Vashem), nos EUA (Museu do Holocausto), Reino Unido e Áustria, entre outros. 

O Holocausto marcou profundamente os países onde os crimes nazistas foram perpetrados, mas suas consequências ultrapassam fronteiras, idiomas e gerações. Trata-se de uma tragédia de dimensão universal, que impõe aos Estados e às sociedades a responsabilidade permanente de preservar a memória, proteger os locais históricos e promover educação, documentação e pesquisa. Mais de sete décadas depois, essa missão permanece urgente.

Lembrar o Holocausto é também compreender suas causas, suas engrenagens e suas consequências, para fortalecer especialmente os jovens contra ideologias de ódio, intolerância e desumanização. É ensinar que o genocídio não começa nos campos de extermínio, mas nas palavras, nos preconceitos normalizados, na indiferença diante da dor do outro.

Em um mundo que ainda assiste à ocorrência de crimes de atrocidade, ao crescimento alarmante do antissemitismo e à banalização do discurso de ódio, o 27 de janeiro ecoa com ainda mais força. Celebrar este Dia é afirmar, com clareza e coragem, que a memória é uma forma de justiça, que a educação é um ato de resistência e que a dignidade humana jamais pode ser relativizada.

Lembrar é um dever. Combater o ódio é uma escolha. E honrar as vítimas do Holocausto é, sobretudo, um compromisso com a vida, com a verdade e com um futuro em que “nunca mais” seja mais do que uma promessa — e, sim, uma prática cotidiana.


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